segunda-feira, 1 de junho de 2009

O CENTRO PUPULAR DA MULHER DE GOIÁS NA LUTA PELO DIREITO DE DECIDIR SOBRE O SEU PRÓPRIO CORPO


A CEPIA, em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher lança uma campanha para que as mulheres tenham o direito de decidir pela interrupção da gravidez em casos de anencefalia.

A campanha tem como objetivo maior sensibilizar a opinião publica sobre o sofrimento imposto a uma mulher e a sua família de levar a termo uma gravidez de um anencéfalo. A anencefalia, ou ausência de cérebro, é uma má formação fetal irreversível e incompatível com a vida que pode ser detectada por ultrasonografia ainda no estágio inicial da gestação. Entretanto, o Código Penal Brasileiro, instituído em 1940, não permite a interrupção da gestação nestas circunstâncias.


O lançamento desta campanha, através da mídia impressa, de outdoors, banners, cartazes e postais a serem enviados ao Congresso Nacional se dá em momento estratégico. O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá apreciar e votar esta matéria ainda este ano.

Apesar da anencefalia ser irreversível, as leis são reversíveis e devem ser compatíveis com a dignidade humana.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

28 de maio: Dia nacional de redução de mortalidade materna (Norma Esther Negrete Calpiñeiro)

O óbito de mulheres durante o ciclo gravídico – puerperal constitui uma grave violação dos Direitos Humanos e uma das faces trágicas da realidade enfrentada pelas mulheres em diversas regiões do planeta.

O recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), “Statistiques sanitaires mondiales, 2009”, revela que, dos avanços alcançados nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) referentes à saúde, destacam-se os significantes resultados obtidos quanto à redução da mortalidade infantil - (Objetivo 4), assim como avanços relativos obtidos no controle da malaria e AIDS - (Objetivo 6) porém, quanto ao Objetivo 5, que trata sobre a redução da mortalidade materna, o relatório constata que a vida das mulheres no ciclo gravídico puerperal continua sendo ceifada com a mesma intensidade nos três últimos lustros. A OMS afirma que 536.000 mulheres morrem por ano em decorrência da gravidez, parto e pós parto, a taxa mundial de mortalidade materna é de 400 óbitos maternos por 100.000 nascidos vivos, 99% destes acontecem em países em desenvolvimento. As taxas referentes a grupos de países classificados por recursos econômicos evidência que o risco da mulher morrer durante o ciclo gravídico-puerperal é 72 vezes maior se esta estiver num país subdesenvolvido, quando comparada com a mulher residente em algum país desenvolvido.

Os dados do relatório da OMS referentes ao Brasil indicam que, em 2005, a Taxa de Mortalidade Materna (TMM) era de 110 mortes maternas por 100.000 nascidos vivos. Segundo o Ministério da Saúde, a TMM, no mesmo ano, era de 74,6 óbitos maternos por 100.000 nascidos vivos, valor corrigido. Esta discrepância nos dados representam diferenças numéricas no total de mortes maternas de 3300 (OMS) para 2238 (MS) em 2005 para 3 milhões de nascidos vivos.
A diferença nos dados tem relação, entre outros fatores, com a confiabilidade das informações. Segundo a OMS, “ a incerteza dos dados da mortalidade é ao redor de 1% nos países altamente desenvolvidos, variando de 15 a 20% nos países em desenvolvimento.” As informações dos indicadores, com relação ao número de consultas no pré – natal, assistência ao parto em unidades de saúde e/ou assistidos por profissionais de saúde, têm aumentado consideravelmente na última década, o que deveria repercutir na diminuição da mortalidade materna no Brasil.

A responsabilidade pela redução da mortalidade materna é de todos, compete aos gestores da saúde nos diversos níveis e aos profissionais da saúde, que lidam diretamente com a assistência do pré-natal, parto e puerperio, uma parcela maior. Porém, a comunidade e a sociedade partilham a responsabilidade de alcançar o desenvolvimento de maneira justa, digna, solidária e fraterna, salvaguardando a vida das mulheres que garantem a continuidade da espécie humana.


Com base nos dados do último relatório da OMS, a mídia destaca a redução das taxas de mortalidade infantil, o aumento da expectativa de vida para os brasileiros, entre outras informações, porém não menciona a persistência das taxas de mortalidade materna. Não convêm relacionar a dificuldade em alcançar o Objetivo 5 à escassez de recursos econômicos, pois o Brasil ocupa a posição de 12º economia do planeta. Além disso, países como Chile (TMM: 16) Costa Rica (TMM: 30) e Cuba (TMM: 45), entre outros, apresentam melhores indicadores que o Brasil(OMS, 2009).Dar visibilidade e quantificar o desenvolvimento das comunidades e povos, atrelada aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, reforçam a importância das lutas pela igualdade de gênero e autonomia das mulheres, pois sabemos que a morte materna é um dos componentes da desigualdade social e da má distribuição de renda, que culmina com a feminização da pobreza, subemprego, Aids e outras doenças, mantendo milhares de mulheres num ciclo perverso de exclusão.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CPM adere à Blogagem Coletiva em Defesa da Infância

ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES É CRIME.


segunda-feira, 11 de maio de 2009

ALGUMAS DAS ATIVIDADES REALIZADAS NO MÊS DE ABRIL

Já faz um mês, desde que postamos aqui no blog pela última vez... O mês de abril, foi um mês repleto de atividades e compromissos para o Centro Popular da Mulher de Goiás,daí a falta de oportunidade em estar atualizando nosso blog.

Dentre as atividades desenvolvidas, gostaríamos de destacar, a reunião com as mulheres de Paraúna e com o Núcleo Loanda Cardoso que aconteceu no dia 25 de abril. Nessa oportunidade estivemos discutindo a questão de gênero e ouvindo as mulheres sobre os problemas que a população de Paraúna tem sofrido, principalmente em relação à saúde.

Uma nova reunião está agendada para o dia 30, quando tentaremos reunir as autoridades da cidade e representantes do Conselho Municipal de Saúde local e do Conselho Estadual de Saúde para estarem discutindo com a comunidade as soluções para os problemas apresentados.

Nesse interim, também nos reunimos uma vez com as mulheres do Real Conquista, a fim de consolidar o núcleo naquele bairro. Uma segunda vez para a projeção do filme Acorda Raimundo, acorda! e para discutir sobre a Lei Maria da Penha. As reuniões no Real Conquista acontecem todo o primeiro sábado do mês em dois momentos: às 14:30 com o grupo de adolescentes e às 16 horas com o grupo de mulheres, no próximo encontro trataremos dos temas sugeridos pelos participantes: drogas e prevenção de câncer, respectivamente.

Nosso trabalho no Real Conquista, que já existe desde 2006, tem se fortalecido com a parceria firmada com a Agehab, para as atividades da sua Equipe Social naquele bairro. Parceria essa que tem sido rica e tem proporcionado aos moradores do Real Conquista conhecimento, formação, organização, autonomia e cidadania.

Vale ressaltar que o Centro Popular da Mulher também esteve presente nas atividades relacionadas ao Dia do Trabalhador, principalmente, que elaboramos um documento dirigido às autoridades, no qual reinvindica o cumprimento da licença maternidade de 180 dias e a criação de creches que atenda a demanda das mães trabalhadoras, tanto em horário convencional como em horário não convencional.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

sábado, 28 de março de 2009

Ser Mulher é Saber se Cuidar

Em parceria com a Secretaria de Saúde e com o apoio da Agência Goiana de Esporte e Lazer, Federação Goiana de Ciclismo e Polícia Militar de Goiás, a Semira promove domingo, 29, o primeiro passeio ciclístico para comemorar o Dia Internacional da Mulher. A prova é aberta a todo público, mulheres, homens, idosos e crianças, e encerra as festividades do mês voltadas a lembrar esse marco na história e na luta por mais igualdade entre homens e mulheres.

O lema deste I Passeio Ciclístico da Mulher Goiana 2009, Ser Mulher é Saber se Cuidar, remete ao trabalho de conscientização que será feito durante o circuito. Voltada para a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST/Aids), câncer de mama e de colo uterino, a campanha servirá de alerta para os cuidados que devem ser tomados pela mulher durante a relação sexual e para a realização periódica de exames preventivos contra estes dois tipos de câncer. O enfoque na saúde da mulher fecha as comemorações do mês pelo governo de Goiás.

A concentração dos participantes será na Praça Cívica, em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira, onde será dada a largada do passeio, às 9h. Os ciclistas vão pedalar pelas avenidas Araguaia e Paranaíba, rua 4, avenida República do Líbano até a praça Tamandaré, avenida Assis Chateaubriant, rua D. Gercina Borges e retornam à Praça Cívica. Os participantes receberão o Kit Mulher composto por camiseta, faixa de cabelo e squeeze.

II Jornada de Futebol Feminino


Aconteceu hoje, 28 de março, a abertura da II Jornada de Futebol Feminino de Goiânia, promovida pela Secretaria de Esporte e Lazer de Goiânia em parceria com o Centro Popular da Mulher e a Assessoria da Mulher. A solenidade de abertura contou com a presença da Presidenta do CPM, Dila Resende, com a Presidenta do CONEM, Eline Jonas, do Secretario de Esporte e Lazer, Luis Carlos Orro e de parte da diretoria do CPM.

A jornada conta com a participação de 20 equipes, dentre elas a equipe vencedora da I jornada realizada em março de 2008. A competição que se deu início na tarde de hoje, no Clube do Sindigoiânia, continuará nesse domingo pela manhã, quando saberemos quais as equipes levarão os troféus dos três primeiros lugares.

Independente de qual seja a equipe vencedora, é importante ressaltar a garra, coragem, talento e força dessas garotas que a cada dia superam os obstáculos e preconceitos para provar que futebol é coisa de mulher, sim!

O Centro Popular da Mulher deixa um abraço a todas as atletas das 20 equipes participantes, desejando que todas as meninas do futebol goiano continuem acreditando e lutando por seus ideais.

terça-feira, 24 de março de 2009

domingo, 22 de março de 2009

CENTRO POPULAR DA MULHER NA LUTA POR UMA SOCIEDADE JUSTA E IGUALITÁRIA

No mês de março, devido ao Dia Internacional da Mulher, acontecem inúmeras atividades voltadas para as mulheres. Órgãos públicos, políticos, empresas, universidades, escolas e associações promovem eventos que visam homenagear a mulher. Por isso, nesse mês, o Centro Popular de Goiás e União Brasileira de Mulheres recebe uma grande demanda para a realização de palestras, rodas de conversas, debates e orientações a respeito das questões de gênero, saúde e direitos da mulher, combate à violência, dentre outros.

Assim sendo, o CPM/UBM se desdobra para atender a cada demanda e ainda continuar cumprindo as atividades que são desenvolvidas no decorrer do ano, independente de datas comemorativas. Acreditamos que o debate de gênero, a luta contra a violência, o combate a exploração e ao abuso sexual, a divulgação da Lei Maria da Penha e dos direitos da mulher, as orientações sobre a saúde da mulher, sobre as formas de prevenção e planejamento familiar, enfim, o empoderamento das mulheres, são bandeiras de luta do Centro Popular da Mulher que não se restringem ao mês de março mas a cada dia do ano, desde a sua fundação há 24 anos.

Ao contrário de muitos que aproveitam o dia 8 de março, para fazer marketing, o CPM/UMB reconhece que essa data não pode ser esquecida, porém não se pode pensar e discutir a condição da mulher na sociedade somente no mês de março. A luta por uma sociedade justa e igualitária; por um mundo sem opressão, pela igualdade de direitos na lei e na vida; pela participação igualitária nas esferas de poder; pelo de decidir sobre o próprio corpo, pelo direito ao trabalho, a dignidade, a vida, a saúde e a autonomia reprodutiva são bandeiras que erguemos a cada dia em todas atividades que desenvolvemos.
********21 DE MARÇO*********
CAFÉ COM PROSA E PREVENÇÃO NO CAMELODRÓMO DA PRAÇA DA BÍBLIA Sábado 21 de março o Centro Popular da Mulher e a Associação de logistas do camelódromo da Praça da Bíblia realizaram um café da manhã com as mulheres logistas e trabalhadoras do camelódromo.


Foi um bonito, descontraído e delicioso encontro, onde as mulheres puderam ouvir sobre auto-estima, saúde e prevenção, além de se confraternizar, se deliciar com o maravilhoso café da manhã e participar de sorteio de brindes.





A diretora do CPM Norma Negrete esteve conversando com as mulheres sobre prevenção e Letícia falou sobre como manter a auto-estima diante dos desafios.

A companheira Neusa, diretora do CPM, foi a responsável pela organização do evento que contou com o patrocínio dos logistas do camelódromo e a participação de cerca de 50 mulheres.


***********19 DE MARÇO**********

DEBATE SOBRE A QUESTÃO DE GÊNERO NA ESCOLA MUNICIPAL VALE DOS SONHOS

Quinta-feira 19 de março o Centro Popular da Mulher esteve na Escola Municipal Vale dos Sonhos com os alunos da EAJA para mais uma atividade em comemoração ao Dia da Mulher. Na ocasião, algumas alunas dramatizaram o poema Todas as Vidas de Cora Coralina, a professora Letícia contou histórias, foi projetado o filme Gênero, mentiras e videotape e a Vice-presidenta do CPM - Ana Carolina - falou sobre A questão de Gênero na sociedade.

Os alunos participaram atentamente e toda a comunidade escolar ali presente ficou satisfeita e participou da ativamente da discussão promovida por Ana Carolina.

**********18 DE MARÇO*********

PASSEATA COM O NÚCLEO LOANDA CARDOSO EM PARAÚNA





Na cidade de Paraúna-GO, a tarde do dia 18 de março foi marcada pela passeada realizada pelo Centro Popular da Mulher de Goiás juntamente com o Núcleo do CPM Loanda Cardoso e com as mulheres do Núcleo do CPM no Residencial Real Conquista.
Juntas, caminhamos pelas ruas, com faixas e cartazes, exigindo o fim da violência contra as mulheres naquela cidade, gritando por justiça pelas mulheres assassinadas, pelo fim do abuso e exploração de crianças e adolescentes tão comum na cidade de Paraúna.

Além de andar pelas ruas, visitamos o Forum, a Prefeitura e a Delegacia da cidade, onde deixamos, pela segunda vez, um documento apresentando o Núcleo Loanda Cardoso e as políticas públicas para as mulheres, exigindo as autoridades da cidade de Paraúna que tomem providências para que tais políticas sejam cumpridas, que a injustiça deixe de reinar e que mulheres deixem de ser mortas, violentadas e exploradas naquela cidade.



Vale ressaltar que a passagem das manifestantes pela delegacia da cidade foi um momento muito emocionante, pois se encontrava no local o assassino de Joana D´Arc, uma das vítimas da violência contra a mulher em Paraúna.


Cartazes pedindo justiça pelo assassinato desta jovem foram levantados e todas gritamos por justiça.



A passeata terminou na praça principal da cidade com o pronunciamento da diretora do núcleo Loanda Cardoso - Marta Sales -, da representante da pastoral da criança - Terezinha -, da Professora Lúcia Rincon, dentre outras.

*******DIA 8 DE MARÇO*******

NÚCLEO DA REGIÃO LESTE , FEIRA DO CERRADO, FILME

No dia 8 de março, o núcleo do Centro Popular da Mulher na região Leste, promoveu uma manhã de atividades com as mulheres daquela região, durante a qual as mulheres receberam orientação sobre saúde, qualidade de vida, atividades culturais, sorteio de brindes, dentre outras.A diretoria do CPM esteve presente e a presidenta Dila Resende teve a oportunidade de discutir com as diretoria do núcleo sobre a posição do CPM em relação ao Direito de Decidir.




Ainda pela manhã o CPM/UMB esteve na Feira do Cerrado, onde conversou com @s feirantes e frequentadores do local, divulgou a Lei Maria da Penha, distribuiu panfletos com nossas bandeiras de lutas e realizou uma sessão de contação de histórias.


Pudemos contar com a presensa de quase toda a diretoria do CPM e da presidenta da UMB, Eline Jonas. A participação e interesse do público ali presente foi surpreendente e o trabalho gratificante.






Em seguida, participamos de uma atividade realizada pela Semira na qual a presidenta da União Brasileira de Mulheres - a companheira Eline Jonas foi homenageada.
A diretoria do CPM esteve presente as 13h no lançamento nacional do belíssimo filme "Reze para que o diabo volte para o inferno", que retrata a luta das mulheres na Libéria.

CARREATA E PANFLETAGEM NAS FEIRAS DE GOIÂNIA



As atividades do domingo 8 de março foram encerradas com visitas a algumas feiras livres de Goiânia. Começando pela feira da Praça Universitária onde o Centro Popular da Mulher de Goiás e a União Brasileira de Mulheres andou de banca em banca divulgando a Lei Maria da Penha, informando sobre os direitos da mulher, distribuindo material educativo e preservativos, enfim, reinvindicando uma sociedade mais justa e igualitária. Em seguida nos dirigimos em carreata, erguendo nossas bandeiras e divulgando nossa luta, até a Feira do Sol e logo em seguida até a Feira das nuvens, onde realizamos o mesmo trabalho desenvolvido na Praça Universitária.



Foi um dia repleto de atividades, em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher com a população de Goiânia que estavam presentes nas feiras do Cerrado, Praça Universitária, Praça do Sol e Feira das Nuvens. No corpo a corpo com as mulheres de diferentes idades, raças, profissões, classe social, religião, orientação sexual, pudemos dizer a cada uma o que o Centro Popular da mulher luta por um mundo de igualdade, onde possamos viver as diferenças com direitos iguais.