
segunda-feira, 19 de maio de 2008
18 DE MAIO Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes


Apesar da cobertura da mídia e do especial empenho de alguns jornalistas, o caso ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois. Sua morte, contudo, ainda causa indignação e revolta. O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes vem manter viva a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as suas Aracelis.
Centro Popular da Mulher presta atendimento às mulheres do Jardim Primavera



sábado, 10 de maio de 2008
DIA DAS MÃES

Como falar de mãe, sem falar da mulher que é parte efetiva de um mundo em que sua metade é feminina, e que é mãe de sua outra metade?
A mãe, ainda em meio as dificuldades que enfrenta para cuidar do(a) filho(a) sabe com muita eficácia conciliar trabalho e família.
Ela possui uma força interior capaz de suportar as dores da maternidade, a sensibilidade de amar em qualquer circunstância, de afugentar a tristeza, de compartilhar ansiedades, de orientar, educar e formar seus(as) filhos(as). É ela que oferece o primeiro e melhor alimento e que se faz presente em qualquer fase de nossas vidas.
Ana Jarvis, uma americana do estado da Virgínia Ocidental iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães com objetivo de homenageá-las e fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Esta homenagem se originou quando em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas de Ana tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Mas Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.
O sonho de Ana foi realizado, mas para sua tristeza, a popularidade deste feriado fez com que a data se tornasse um dia lucrativo para comerciantes.
Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez.
Anna morreu em 1948, aos 84 anos, mas nunca chegou a ser mãe.
No Brasil, O primeiro Dia das Mães foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918.
Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio.
Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
No mundo todo o dia das mães é comemorado :
03 de março
Geórgia
08 de março
Albânia, Rússia,
Sérvia, Montenegro,
Bulgária, Romênia
21 de março
Egito, Síria, Arábia Saudita,
Emirados Árabes Unidos
07 de abril
Armênia
10 de maio
Suécia, México, Barém,
Hong Kong, Índia, Malásia,
Qatar, Singapura
26 de maio
Polônia
27 de maio
Bolívia,
República Dominicana
12 de agosto
Tailândia
(Aniversário da rainha Mom Rajawongse Sirikit)
15 de agosto
Bélgica e Costa Rica
(Dia de Atención De Maria)
Panamá 08 de dezembro
Segundo domingo de fevereiro
Noruega
Primeiro domingo de maio
Portugal, Lituânia, Hungria,
Cabo Verde, África do Sul,
Espanha, Suécia
Segundo domingo de maio
Australia, Bélgica, Brasil,
China, Dinamarca, Alemanha,
Estônia, Finlândia, Grécia, Itália,
Japão, Canadá, Países Baixos,
Nova Zelândia, Áustria, Peru, Suiça,
Formosa, Turquia, EUA, Venezuela
Último domingo de maio
França (se coincide com Pentecostes, é transferido para o primeiro domingo de junho)
Terceiro domingo de outubro
Argentina
Início do mês de outubro
Índia
Primeiro dia da primavera
Palestina, Líbano
2 semanas antes do natal
Iuguslávia
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Líder feminina pede ajuda contra guerra no Iraque e critica postura do governo americano

CPM DISCUTE DST/AIDS COM TRABALHADORAS DA COOPREC


RESOLUÇÕES POLÍTICAS DO 7º. CONGRESSO DA UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES

Internacional:
- Integrar-se no espírito novo da solidariedade internacional expressado no Fórum Social Mundial, que conta com a participação e apoio de milhares de participantes do mundo inteiro;
- Apoiar as manifestações das massas contra a política imperialista hegemônica dos Estados Unidos e seus aliados imperialistas;
- Consolidar a solidariedade das mulheres e as lutas entre o Sul e o Norte e o Sul-Sul;
Participação Política:
- Maior participação das mulheres nos espaços de poder;
- Por uma reforma política democrática e com a participação da mulher;
- Medidas para implementar o protagonismo político das mulheres;
- Campanha de estímulo a candidaturas femininas comprometidas com a luta emancipacionista, em 2008;
- Defender e fiscalizar a implementação do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, não admitindo retrocessos;
Mulher e o Mundo do Trabalho:
- Denunciar o impacto da globalização neoliberal na vida das mulheres, nas condições de trabalho de todas as mulheres, levantando as medidas que defendem os direitos dos trabalhadores, especialmente das mulheres, em países pobres e ricos;
- Defender a valorização do trabalho das mulheres com garantia dos direitos trabalhistas, com igualdade salarial para homens e mulheres, com registro em carteira e redução da jornada de trabalho;
- Apoiar a ampliação da licença maternidade para 06 meses, com garantia das conquistas, sobretudo do emprego e do salário;
- Defender o SUS – Sistema Único de Saúde – como bandeira feminista;
- Defender a CPMF e sua destinação para a saúde para garantir um modelo de gestão qualificado, eficiente e resolutivo;
- Defender a descriminalização e legalização do aborto, como uma questão de saúde pública e em defesa da vida;
- Apoio ao projeto encaminhado pela Comissão Tripartite ao Congresso Nacional que descriminaliza o aborto e responsabiliza o Estado para garantir a assistência à saúde das mulheres;
- Lutar contra a violência de gênero em todas as formas de sua manifestação contra as mulheres;
- Lutar pela efetiva implementação da Lei Maria da Penha em todos os estados;
- Articular junto às Delegacias das Mulheres, aos Conselhos das Mulheres e à Rede de Apoio às mulheres vítimas de violência para capacitação dos profissionais que atendem às mulheres que chegam a esses serviços, incluindo o movimento social de mulheres;
- Lutar pela ampliação dos serviços de saúde de atenção às mulheres vítimas de violência, delegacias especializadas para o atendimento das mulheres e casas abrigos em todo o país, mas especialmente nas regiões norte, nordeste e centro oeste;
Educação e gênero:
- Combater os estereótipos na educação e nos livros didáticos que reforçam as idéias de submissão, desigualdade e subalternidade das mulheres;
- Lutar por uma educação inclusiva e não sexista;
- Lutar pelo acesso e ampliação à alfabetização, informação e capacitação de mulheres, por meio de políticas públicas e responsabilidade do Estado;
- Combater os estereótipos e imagens discriminatórias sobre a mulher, na mídia;
- Denunciar todo tipo de discriminação à mulher nos meios de comunicação de massa;
- Exercer com mais rigor o controle social, com olhar de gênero, sobre a imagem da mulher na comunicação de uma forma geral;
- Dar maior visibilidade à UBM nos meios de comunicação de massa;
- Elaborar um Plano de Comunicação da UBM que contemple a informação, divulgação e imagem, fortalecendo a identidade da entidade;
- Participar da discussão sobre a democratização da mídia, a TV Pública e o Conselho de Comunicação;
- Lutar para que o Conselho Nacional de Comunicação tenha participação dos movimentos sociais, incluindo o movimento de mulheres, para garantir uma abordagem de gênero;
- Lutar pela representação da UBM no Conselho Nacional de Comunicação;
- Realizar campanha nacional da UBM, incentivando o consumo sustentável (agricultura sustentável) e o consumo consciente da população;
- Desenvolver ações que levem a percepção de que os problemas ambientais são problemas sociais e vice versa;
- Lutar por um maior investimento por parte do Governo Lula para o desenvolvimento da biotecnologia e bioindústria, dentro da política nacional de industrialização dos biomas brasileiros;
- Exigir maior controle e fiscalização na utilização de agrotóxicos no país, evoluindo para a agroecologia.
Moção de Repúdio aos Juízes que têm considerado a Lei Maria da Penha Inconstitucional

A Lei Maria da Penha é uma conquista do movimento feminista e de mulheres que contribui para prevenir a violência contra a mulher e pune os agressores e assassinos de suas companheiras.
Não podemos aceitar que a cada 7 segundos uma mulher seja espancada em nosso país. Que mulheres fiquem com graves seqüelas físicas e emocionais fruto de espancamentos, que adoeçam e morram em conseqüência de maus tratos.
Ao coibir e punir a violência, a Lei Maria da Penha contribui para que as mulheres tenham sua integridade física, mental e psicológica respeitada para que tenham o direito de usufruir plenamente seus direitos humanos enquanto cidadã.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
O CPM/UBM PARABENIZA ÀS MULHERES TRABALHADORAS

Foto: Norma Negrete. FLOR DO CERRADO, SERRA DAS GALÉS, PARAÚNA-GO
O CPM/UBM levanta suas Bandeiras para lembrar que há muito para ser conquistado e que a LUTA continua pela obtenção da IGUALDADE nos espaços Públicos e Privados do cotidiano das MULHERES. Lutamos para que as INIQÜIDADES perversas que submetem à MULHER a ser considerada cidadã de segunda categoria, possam ser abolidas em todas as instâncias.
PARABÉNS MULHER GOIANA TRABALHADORA E LUTADORA!!!
O CPM/UBM MANTEM O COMPROMISSO DE CONTINUAR TRILHANDO COM FIRMEZA O CAMINHO DO FEMINISMO EMANCIPACIONISTA EM GOIÁS E NO BRASIL.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
CPM E AS MULHERES DA COOPERATIVA DE RECICLAGEM DE LIXO CONVERSAM SOBRE O CORPO NA SEXUALIDADE FEMININA

quinta-feira, 13 de março de 2008
O significado vai além da indenização

FOLHA - Como a sra. vê a demora de sete anos no pagamento dessa indenização?
Após 7 anos, Maria da Penha é indenizada
Com sete anos de atraso, Maria da Penha Maia Fernandes, 63 -que deu o nome à lei que pune com mais rigidez os agressores de mulheres-, receberá uma indenização de R$ 60 mil do governo do Ceará. O anúncio foi feito ontem.Em 2001, a cearense conseguiu uma vitória na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), que determinou que o Estado do Ceará pagasse uma indenização de US$ 20 mil por não ter punido judicialmente o homem que a agredia e que até tentou matá-la: seu ex-marido.Após postergar o pagamento, o Estado decidiu finalmente pagá-la, em valores corrigidos. terça-feira, 11 de março de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
Centro Popular da Mulher de Goiás comemora seus 23 anos de fundação

Nesta data gostariamos de lembrar com carinho as companheiras que em 1985 em Goiânia, se uniram na criação desse espaço de luta abrindo caminhos para muitas de nossas conquistas hoje. Dentre essas pioneiras encontram-se mulheres que eram lideranças dos movimentos populares e associações de bairro, mulheres lutadoras e ativistas nos movimentos sociais.
Vale lembrar os nomes de Lúcia Rincón e Isa Inácio, primeira Presidenta e primeira Vice-presidenta do CPM. Além das lideranças populares e das companheiras já mencionadas, também faziam parte dessa primeira diretoria, mulheres compromissadas com as questões sociais, tais como Eline Jonas, hoje encabeçando a União Brasileira de Mulheres a nivel Nacional; Odete Ghanan; Marília Cunha; Ediralva Pereira e Isaura Lemos, hoje Deputada Estadual.

A entidade hoje presidida pela companheira Dila Rezende, continua tão atuante e engajada nas causas femininas como na época de sua fundação. Mulheres com diferentes idéias e um mesmo coração que bate e grita por justiça, igualdade, dignidade, respeito, valorização, saúde, educação, trabalho e pelo fim da violência contra a mulher.
Nós que formamos a atual diretoria do CPM, nesse dia especial, reforçamos mais uma vez os ideais do Centro Popular da Mulher, levantamos nossas bandeiras de luta e afirmamos que não abrimos mão da construção de um mundo mais justo e mais igualitário, onde a mulher seja valorizada e respeitada. Um mundo sem violência, preconceitos e desigualdades de gênero, raça/cor, idade, religião, condição social ou orientação sexual.
Parabéns mulheres que estiveram presentes na fundação do CPM, às que foram se juntando à entidade no decorrer desses 23 anos, às que chegaram bem recentemente, enfim à cada companheira que representa no Centro Popular da Mulher, as mulheres goianas em toda sua diversidade. Parabéns!!!!!!
Futebol é coisa de Mulher SIM!!!!!


Foi realizado nesse final de semana no Sindigoiânia, a primeira jornada feminina de futebol society, cujo lançamento se deu no dia 01 de março no Cine Ouro com a presença das 10 Equipes participantes do torneio, de convidados e dos realizadores: Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, Assessoria da Mulher e Centro Popular da Mulher.


Vale destacar que evento é de grande importância no reconhecimento e valorização da mulher na sociedade, por meio da prática feminina desse esporte considerado por muitos como “coisa de homens”. Incentivar e prestigiar o talento dessas jogadoras, reconhecer sua força na luta contra o preconceito e divulgar seu trabalho é um ato de valorização e reconhecimento dos direitos da mulher e sua inserção em todas as instâncias sociais e profissionais.
E as meninas do futebol mostraram que são craks no que fazem, dando um show de bola, demonstrando resistência e preparo físico, além de um charme e simpatia incomparáveis. Parabenizamos a todas as jogadoras de cada time e principalmente o time Aliança, que conquistou o primeiro lugar no torneio.
Dia Internacional da Mulher com Mulheres do Real Conquista
Em determinados momentos, nos detinhamos para responder os muitos questionamentos das mulheres, conhecer seus anseios e ouvir suas angustias e dificuldades. Saber que muitas mulheres querem simplesmente serem ouvidas, ter alguém que lhes dê um abraço lhes apresente uma nova alternativa e lhes indique uma direção para escapar da violência e do desrespeito contra suas vidas são alguns dos motivos que fazem com que o CPM continue nessa luta pela emancipação da mulher e pela busca e conquista de sua dignidade.
CPM discute Gênero, preconceito e violência doméstica com alunos de diferentes escolas


Adolescentes do Real Conquista e CPM discutem Sexualidade na Adolescência


Atividades do CPM referentes ao Dia Internacional da Mulher
Intensas têm sido as atividades do Centro Popular da Mulher nesse mês de março, que nos falta tempo para postar aqui no nosso blog. Desde o primeiro dia do mês, as companheiras do CPM têm se dividido e se multiplicado para atender a todas as solicitações e cumprir com toda a programação referente ao Dia Internacional da Mulher.

domingo, 24 de fevereiro de 2008
FOI CONSTITUÍDO O NÚCLEO DO CENTRO POPULAR DA MULHER DA REGIÃO LESTE DE GOIÂNIA
O EMPODERAMENTO DAS MULHERES COMO CONDIÇÃO PARA ACABAR COM A VIOLÊNCIA DE GÊNERO. ( ELINE JONAS)

TRATA-SE DE UM MECANISMO SOCIAL E POLÍTICO QUE ACENTUA A SUBORDINAÇÃO ENTRE PESSOAS E ENTRE POVOS NA DISPUTA DA HEGEMONIA PELO PODER EM VIRTUDE DE SEU CARÁTER CONSTITUTIVO FUNDADO NAS RELAÇÕES DESIGUAIS TANTO ECONÔMICAS QUANTO DE CLASSE, DE GÊNERO E DE RAÇA/ETNIA.
AO ABORDAR ESTE TEMA ESTAMOS QUESTIONANDO AS RAIZES MAIS PROFUNDAS DAS DESIGUALDADES EXISTENTES NA SOCIEDADE. UMA NOVA CONSCIÊNCIA VEM SENDO CONSTRUÍDA AO LONGO DOS ÚLTIMOS TRÊS SÉCULOS COM RECHAÇOS E REAÇÕES DE HOSTILIDADE DOS QUE DETÊM O PODER E MANTÊM A ORDEM ESTABELECIDA.
O REFERENCIAL DO FEMINISMO MARXISTA/EMANCIPACIONISTA COMO FILOSOFIA E AÇÃO POLÍTICA QUE TEORIZA A REALIDADE DAS MULHERES NA SOCIEDADE E FOMENTA UM AMPLO MOVIMENTO SOCIAL DE LUTA: DE CLASSE, DE GÊNERO E A ANTI-RACISTA-CONTRIBUINDO PARA AS CONQUISTAS POLÍTICAS E SOCIAIS NOS ÚLTIMOS TEMPOS. ESTA CONCEPÇÃO DESVELA AS CAUSAS DA OPRESSÃO SOCIAL HISTÓRICA E PROPÕE A RUPTURA COM AS RELAÇÕES TRADICIONAIS SUSTENTADAS PELA IDEOLOGIA QUE VALORIZA O PODER ECONÔMICO EM DETRIMENTO DOS VALORES HUMANOS, REFORÇANDO OS HOMENS COMO SERES SUPERIORES, PENSANTES E PRODUTORES E AS MULHERES COMO “O OUTRO” E, POR ISSO TRATADAS COMO SERES DE SEGUNDA CATEGORIA. ESTE FEMINISMO TEM SIDO CAPAZ DE DENUNCIAR A VIOLÊNCIA E DESENVOLVER A CONSCIÊNCIA E A BUSCA DO SABER PARA A CONQUISTA DA IGUALDADE E DA SOLIDARIEDADE, ELEMENTOS IMPORTANTES PARA SUPERAR A DESIGUALDADE SOCIAL ROMPENDO AS AMARRAS DA OPRESSÃO E DA EXPLORAÇÃO, AS QUAIS CONSTITUEM AS RAIZES DOS DIFERENTES TIPOS DE VIOLÊNCIA.
EXTRAÍDO DO LIVRO: VIOLÊNCIAS ESCULPIDAS, NOTAS PARA REFLEXÃO, AÇÃO E POLÍTICAS DE GÊNEROS. UCG-GOIÂNIA-2007.
ELINE JONAS: PRESIDENTE DA UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES – UBM. ORIUNDA DO CENTRO POPULAR DA MULHER-GO
DOUTORA EM SOCIOLOGIA E PROFESSORA DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS – UCG.
A REALIDADE DAS MULHERES 76 ANOS APÓS O DIREITO AO VOTO E NA VÉSPERA DE MAIS UM 8 DE MARÇO

Jandira Feghali.
Conselho do Senado divulga nomes das homenageadas com Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz
A premiação é coordenada pelo Conselho do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz , que fica responsável pela avaliação dos currículos das candidatas ao prêmio. Integrado por oito senadores, esse colegiado é presidido pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) e tem como vice-presidente o senador Inácio Arruda (PC do B-CE). Para a entrega dos prêmios o Senado realiza uma sessão especial que também se destina às homenagens ao Dia Internacional da Mulher - 8 de março.
JANDIRA FEGHALI PREMIADA

Jandira Feghali - Médica clínica geral e fundadora da União Brasileira de Mulheres do Estado do Rio de Janeiro, Jandira iniciou sua vida pública como sindicalista. Exerceu os mandatos de deputada estadual (1987 a 1991) e federal (1991 a 2006) e atualmente é titular da secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, no município de Niterói (RJ). No Congresso, entre outras atividades, atuou com a bancada suprapartidária de mulheres parlamentares em defesa da saúde, a favor dos direitos humanos e contra a discriminação das mulheres.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
BOCA, BATATA E PERNAS: RELATO DE MULHER E DIREITOS DAS USUÁRIAS DO SUS
FARRE Margarita - Mulher esperando
Manhã radiante em Goiânia, propícia para ficar na fila de atendimento em um CAIS de um bairro periférico desta cidade. A conversa dos que estavam na fila me fez esquecer as dores e a vontade de vomitar que sentia e que me havia levado àquela Unidade de Saúde.
O alívio momentâneo apareceu quando vi que a porta do consultório se abriu para que eu fosse atendida, vi o médico sentado atrás da mesa, o qual me pergunta, sem me olhar, o que estava sentindo, não me dando tempo de sentar.
-Bom dia Doutor, estou sentindo dor na boca do estômago, sabe, e vontade de...Minha fala foi bruscamente interrompida.
-Olhe! O estômago não tem” boca”, assim como não existe a “batata da perna”, estou cansado das queixas de vocês que ficam inventando coisas e que não sabem falar, gente pobre é dureza!
- Peço desculpas Doutor, pela minha pobreza, quer dizer... por não saber falar...
-Pegue sua receita. O próximo paciente.
Saí do consultório pior do que entrei; chorando não pela dor da boca do estômago, mas pela minha pobreza e ignorância. Fui caminhando de volta para casa, revoltada com meus pais, que não me deram educação para falar com alguém de tanta classe como esse Doutor, pois, eu deveria conhecer a anatomia do estômago para merecer pelo menos o olhar desse distinguido profissional.
A revolta foi maior quando na minha casa, com o dicionário nas mãos fiquei sabendo que o estômago tem boca* sim, de tão grande, parece uma caverna cujo apelido é antro*; logo pensei que talvez somente o estômago de pobre tivesse boca, antro ou caverna devido às fomes sofridas. Estômago de gente instruída deve ter boquinha, caverninha ou antrinho.
Vomitei de vez quando li que a perna tem batata, quer dizer, que existe batata da perna*. Mas, o pobre só pode ter batata nas pernas de tanto andar e de esperar, afinal não estaria justificado o nome do músculo da perna: gastrocnêmico**; se tem batata tem de ter estômago, portanto as pernas dos ricos devem ter batatinha inglesa, batatinha doce, para que o antro do estômago aparente engolir pequenas fatias do bolo das riquezas.
Enquanto isso, eu persisto engrossando as batatas das minhas pernas, sem mamas e sem cabelos, lutando para que o câncer e a quimioterapia não acabem comigo, lutando para que o antro do desrespeito e da discriminação não destrua o que me resta de integridade e de dignidade.
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DEFINIÇÕES DO DICIONÁRIO MICHAELIS* Boca do estômago: parte medioventral superior, sobre ou em frente do piloro; epigastro; anticárdio.* Antro: sm (lat antru) 1 Caverna, cova ou gruta natural, escura e profunda, que em geral serve de covil às feras. 2 Morada de monstro ou fantasma. 3 Lugar perigoso ou de corrupção. ** Gastrocnêmico: adj+sm (gastro1+cnêmio) Anat Diz-se do, ou o músculo maior e mais superficial da barriga da perna, que se origina de duas cabeças dos côndilos do fêmur e tem seu tendão de inserção unido com o do solear para formar o tendão de Aquiles; também conhecido como batata da perna: parte de trás da perna ou panturrilha.
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DIREITOS DAS USUÁRIAS E DOS USUÁRIOS DO SUS: O segundo e terceiro princípios do documento esclarecem ao cidadão sobre o direito a um tratamento adequado para seu problema de saúde. Também fazem referência à necessidade de um atendimento humanizado, acolhedor e livre de qualquer discriminação (preconceito de raça, cor idade ou orientação sexual, estado de saúde ou nível social). CONHEÇA OS DIREITOS DAS USUÁRIAS DO SUS: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/cartilha_integra_direitos_2006.pdf
(Norma Esther Negrete Calpiñeiro)
